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Inovações Brasileiras no Café

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Que o brasileiro é um povo criativo não é novidade pra ninguém. Essa criatividade que nos leva às vezes a ser um povo “que precisa ser estudado” é a mesma que nos traz, ano após ano, importantes inovações. E no universo do café não podia ser diferente. O país vêm desenvolvendo inventos para o setor cafeeiro desde 1860. A seguir algumas inovações oriundas deste que é o maior país produtor de café do mundo.

1. Café de perfil doce e encorpado, quem não gosta?
Como consumidores de cafés, nos últimos 5 anos nós brasileiros nos abrimos, e muito, para novas aventuras sensoriais, aceitando cada vez cafés de perfis florais, frutais, leves, ácidos… Mas, vamos falar a verdade?, 9 em cada 10 brasileiros continua preferindo aquele café encorpado e doce para o seu dia-a-dia. Foi pensando nisso que uma galera lá de pernambuco desenvolveu um coador que buscava acentuar essas duas características tanto desejada por nós: doçura e corpo. De um esforço coletivo entre baristas, engenheiros e publicitários nasceu o Koar, um método 100% nacional, com preço acessível, de fácil uso, com uma identidade visual linda e que a gente tem a venda aqui no nosso site!

2. Novos tipos de café

O Brasil é responsável pelo desenvolvimento de mais de 60 novos tipos de plantas de café. Elas possuem o nome técnico de cultivares, e foram desenvolvidas no IAC (Instituto Agronômico de São Paulo) ao longo de 125 anos de pesquisa. Há cultivares indicados para colheita mecânica, plantas mais adaptáveis, há aquelas com maior resistência à pragas, outras de maturação precoce, de estatura baixa, entre outros. Ou seja, tem pra todo gosto! Além de desenvolver cultivares de grande sucesso comercial, as pesquisas feitas pelo IAC e seus parceiros geram patentes, publicações de trabalhos científicos, treinamentos em níveis técnicos, teses e temas de palestras.

3. Espresso manual

Em 2017 a cena brasileira de cafeterias viveu um dos seus maiores burburinhos: estava chegando uma cafeteira que prometia, sem o uso de energia elétrica, oferecer até 14 bar de pressão, um sonho pra qualquer coffee lover! A campanha de financiamento coletivo entrou pra história, com uma coleta de 700% a mais da meta proposta para fazer o primeiro protótipo da máquina. Promessa cumprida! A Aram, máquina para espresso sem filtros, sem cápsulas e sem eletricidade, virou queridinha no Brasil, e com toda a razão: com ela, você pode tomar café espresso em qualquer lugar! É sucesso que fala?

4. Descascador e despolpador seco

Talvez você não saiba, mas o Brasil lidera o mercado de cafés também no ranking da sustentabilidade. Nosso país é exemplo em práticas ambientais na produção de café, com alta produtividade por hectare, leis ambientais e trabalhistas mais rígidas que em outros países produtores, manejo racional da água, entre outros. E também patenteamos maquinários que prezam pela economia de dinheiro e recursos naturais. A IFSULDEMINAS desenvolveu, entre 2015 e 2019, um descascador de café que não utiliza água. E em 2016, a empresa Pinhalense lançou o seu EcoSuper, um despolpador que não emprega água em seu processo. Vale lembrar que a água como subproduto da produção cafeeira é aproximadamente 10 vezes mais poluente que o esgoto urbano. Daí a importância destas inovações. 

5. Coador e garrafa térmica ao mesmo tempo

Quer juntar num mesmo produto uma prensa francesa, um AeroPress, uma garrafa térmica e um copo? Chama um brasileiro! A Pressca, uma cafeteira 100% nacional, foi lançada em 2016. Não possui filtro, faz até 350 ml de café, o mantém quentinho por até 40 minutos e tudo o que você precisa fazer é colocar o pó e a água lá dentro, apertar uma válvula e beber dali mesmo! Criatividade sobra em terra tupiniquim, né, mores?

6. Sacas de papel

Ainda que as sacas de juta sejam a escolha número um para o armazenamento e transporte de café verde, a cada ano vemos com mais frequências produtores que optam por armazenar seus grão em sacas de papel. Desenvolvida em uma parceria entre a APEXBrasil, Brazilian Specialty Coffee Association (BSCA), Klabin, Videplast e Universidade Federal de Lavras (UFLA), a saca de papel, com tubo plástico interno para fechamento hermético e barreira de proteção, oferece uma melhor conservação do café a médio e longo prazo. Nela, os grãos ficam menos expostos às variações do ambiente, fazendo-se indicada para o armazenamento de grãos finos e de alta qualidade. 

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